O projeto de construção de um terminal de celulose da CMPC no Porto do Rio Grande avançou após a assinatura recente de uma retificação necessária à formalização do contrato de uso da área portuária. A medida aproxima a companhia da implantação da estrutura logística vinculada à sua nova fábrica no Rio Grande do Sul.
O terminal receberá investimento estimado em R$ 1,5 bilhão e integra o Projeto Natureza, que prevê a construção de uma unidade industrial de celulose em Barra do Ribeiro. O conjunto de investimentos anunciado pela companhia supera R$ 27 bilhões.
A estrutura portuária deverá contar com dois berços para atracação de navios, dois berços destinados a barcaças e um armazém com capacidade estática para 194 mil toneladas de celulose. A previsão é atender tanto à movimentação hidroviária quanto aos embarques de longo curso.
Integração com barcaças
A integração com barcaças permitirá transportar parte da produção pela Lagoa dos Patos até Rio Grande. No porto, a carga será armazenada e transferida para navios responsáveis pelo atendimento aos mercados internacionais.
Durante a implantação, a expectativa é de geração de mais de 1,2 mil postos de trabalho. Quando entrar em operação, o terminal poderá criar cerca de 450 empregos diretos e mais de 2,1 mil indiretos, de acordo com as estimativas apresentadas no lançamento do projeto.
A nova infraestrutura deverá ampliar a participação da celulose na movimentação do Porto do Rio Grande. A instalação também será decisiva para viabilizar a escala da fábrica projetada pela CMPC, reduzindo a dependência de longos deslocamentos rodoviários.
O avanço administrativo é importante, mas a competitividade do projeto dependerá da execução coordenada da fábrica, do terminal e da navegação interior. A escolha pela integração hidroviária e portuária pode reduzir custos e emissões, desde que o sistema mantenha calado, disponibilidade operacional e capacidade de armazenagem compatíveis com o volume previsto.






