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Marinha e Cefet/RJ ampliam cooperação em tecnologias para o setor naval

Diretor do INPG, Contra-Almirante (Reserva) Marcio de Vasconcellos Rocha, e o Diretor-Geral do Cefet/RJ, Maurício Motta, assinam memorando de entendimento para cooperação em pesquisa e inovação - Imagem: Felipe de Gouvêa Fonte: Agência Marinha de Notícias

A Marinha do Brasil e o Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ) firmaram recentemente um memorando de entendimento para desenvolver ações conjuntas em ensino, pesquisa aplicada e inovação. O acordo também contempla cooperação acadêmica, formação profissional e intercâmbio cultural.

Uma das primeiras iniciativas será dedicada à acústica submarina. Financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o projeto estudará formas de avaliar e reduzir ruídos e vibrações em veículos submarinos e sistemas navais.

As pesquisas serão conduzidas na unidade do Cefet/RJ em Itaguaí e no Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM), no Rio de Janeiro. O Cefet/RJ também iniciou a implantação de um laboratório de acústica voltado ao Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub).

Outras áreas estratégicas

A parceria poderá avançar por outras áreas consideradas estratégicas, como inteligência artificial, robótica, energia, engenharia elétrica e mecânica, novos materiais, computação, instrumentação e sistemas. A proposta é aproximar as competências acadêmicas da instituição das necessidades tecnológicas identificadas pela Força Naval.

O memorando também abre espaço para a qualificação de militares, inclusive em cursos de mestrado e doutorado. Pesquisadores, estudantes e profissionais poderão participar de projetos relacionados a problemas concretos da atividade naval.

Parte das soluções desenvolvidas poderá ter uso dual, com aplicações civis e militares. Tecnologias criadas inicialmente para sistemas navais podem alcançar setores como energia, indústria, transporte, monitoramento ambiental e infraestrutura.

Ao integrar universidades, centros tecnológicos e instituições públicas, acordos dessa natureza ajudam a reduzir a distância entre a pesquisa acadêmica e sua aplicação industrial. Para a economia do mar, o principal resultado pode estar na formação de profissionais especializados e no fortalecimento de uma base tecnológica nacional capaz de atender demandas da indústria naval e de outros segmentos estratégicos.

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