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Drone submarino dos EUA capturado pelo Irã pode ficar até 10 dias submerso sem piloto

O Irã anunciou na terça-feira, 8 de setembro, a apreensão de um veículo submarino autônomo dos Estados Unidos próximo à entrada do Estreito de Ormuz. O equipamento foi identificado pela imprensa iraniana como um Dive-LD, modelo desenvolvido pela empresa norte-americana de tecnologia de defesa Anduril Industries.

A Guarda Revolucionária iraniana apresentou a operação como a captura de um dos sistemas submarinos não tripulados mais avançados utilizados pelas Forças Armadas dos Estados Unidos. Imagens divulgadas pela mídia estatal mostraram o equipamento sendo retirado do mar.

O Pentágono confirmou a perda do veículo, mas apresentou uma versão diferente. Segundo autoridades norte-americanas, o drone era um modelo antigo que havia sofrido uma falha técnica e permanecido inoperante por mais de um dia. Os Estados Unidos afirmaram ainda que o equipamento não transportava dados sigilosos nem sistemas classificados de sonar ou radar.

Como funciona o Dive-LD

Embora seja frequentemente descrito como um “drone submarino”, o Dive-LD é classificado tecnicamente como um veículo submarino autônomo de grande diâmetro. Com aproximadamente 5,8 metros de comprimento e peso próximo de três toneladas, ele pode operar sem tripulação e sem controle humano permanente.

De acordo com a fabricante, o equipamento tem autonomia de até dez dias e pode alcançar profundidades de 6 mil metros. Sua estrutura modular permite a instalação de diferentes sensores e cargas, adaptando o veículo a missões militares ou comerciais.

Entre as aplicações possíveis estão o mapeamento do fundo do mar, a identificação de minas, a coleta de informações, o levantamento oceanográfico e a inspeção de infraestruturas submarinas. Cabos de telecomunicações, oleodutos, gasodutos e instalações ligadas à produção offshore estão entre os ativos que podem ser monitorados por esse tipo de tecnologia.

A Marinha dos Estados Unidos recebeu sua primeira unidade do Dive-LD em abril de 2025. O modelo integra uma estratégia mais ampla de ampliação do uso de sistemas autônomos em missões consideradas repetitivas, extensas ou perigosas para embarcações tripuladas. O valor estimado de cada equipamento é de aproximadamente US$ 2,5 milhões.

Tecnologia submarina amplia disputa em Ormuz

A apreensão ocorreu em uma região decisiva para o comércio marítimo internacional. O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Mar de Omã e funciona como corredor para uma parcela relevante das exportações mundiais de petróleo e gás natural liquefeito.

O episódio evidencia como a disputa pelo controle das rotas marítimas está se expandindo para abaixo da superfície. Além de navios e aeronaves, veículos autônomos passam a desempenhar funções de vigilância, inspeção e proteção de infraestruturas. A perda de um desses equipamentos pode representar não apenas um revés militar, mas também a exposição de soluções tecnológicas com aplicações na indústria offshore e na segurança de cabos e dutos submarinos.

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