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Impulsionadas por carros elétricos, importações da Bahia para a China crescem 205%

O avanço de 205% foi impulsionado principalmente pelo setor automotivo.

A China passou a ocupar a primeira posição entre os principais fornecedores internacionais da Bahia após um forte crescimento das importações nos sete primeiros meses de 2026. Entre janeiro e julho, as compras de produtos chineses pelo estado alcançaram US$ 2,326 bilhões, mais de três vezes o volume registrado no mesmo período anterior, de US$ 761 milhões.

O avanço de 205% foi impulsionado, principalmente, pelo setor automotivo. Dos US$ 2,326 bilhões importados da China, cerca de US$ 1,260 bilhão correspondeu à aquisição de veículos elétricos e híbridos, o equivalente a 54% das compras baianas provenientes do país asiático.

Grande parte desse movimento está relacionada às operações da BYD. A montadora antecipou importações diante da expectativa de encerramento, em julho, do benefício tarifário aplicado aos veículos trazidos ao Brasil pelos sistemas CKD, com automóveis totalmente desmontados, e SKD, com montagem parcial.

Prorrogação das cotas de importação

Posteriormente, o governo federal prorrogou por mais seis meses as cotas de importação com alíquota zero para veículos enquadrados nessas modalidades. A medida, válida a partir de 1º de julho de 2026, contempla um volume total de até US$ 463 milhões em importações.

Com a expansão das compras chinesas, os Estados Unidos perderam a liderança entre os países que mais vendem produtos para a Bahia. A China passou a responder por aproximadamente 35% de tudo o que o estado importa do mercado internacional.

Os números evidenciam uma mudança importante na configuração do comércio exterior baiano, com maior peso da China e do setor automotivo eletrificado na pauta de importações.

Com informações da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), do economista Armando Avena no Jornal A Tarde e do site Bahia Econômica.

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