A construção da quarta Fragata Classe Tamandaré avançou para uma nova etapa em Itajaí, Santa Catarina. A Marinha do Brasil realizou na quinta-feira, 13 de agosto, o batimento de quilha da Fragata Mariz e Barros (F203), cerimônia que marca o início da montagem estrutural da embarcação. O navio é o último previsto no primeiro lote do programa e deverá ser lançado ao mar em 2027.
A nova fragata integra um dos principais projetos de renovação da Esquadra brasileira. A previsão é de que as quatro embarcações do programa sejam entregues à Marinha até 2029, ampliando a capacidade de patrulhamento e defesa das águas jurisdicionais brasileiras e da chamada Amazônia Azul.
Além do aspecto militar, o programa ganhou importância para a indústria naval brasileira por concentrar parte significativa da construção no país. Mais de mil profissionais estão diretamente envolvidos na fabricação das fragatas no TKMS Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí. A produção utiliza um sistema modular, no qual diferentes blocos do navio são fabricados separadamente e posteriormente integrados.
Características das embarcações
As embarcações da classe possuem 107,2 metros de comprimento, deslocamento aproximado de 3,5 mil toneladas e autonomia de até 5,5 mil milhas náuticas. Podem alcançar velocidade de 25 nós e comportam cerca de 130 militares. A estrutura inclui ainda hangar e convés para helicópteros, além de sistemas de radar, sonar, mísseis antinavio e equipamentos de combate.
O avanço do projeto ocorre em um momento de retomada de investimentos na construção naval brasileira. Para além da entrega dos navios à Marinha, a execução das fragatas contribui para manter mão de obra especializada, desenvolver fornecedores nacionais e ampliar o domínio tecnológico necessário à construção de embarcações militares de maior complexidade.
A Mariz e Barros recebe o nome em homenagem ao Primeiro-Tenente Antônio Carlos de Mariz e Barros, oficial brasileiro que participou da Guerra da Tríplice Aliança. Com o início da montagem da quarta unidade, o programa entra em uma fase decisiva para completar o primeiro ciclo de modernização da frota previsto pela Marinha.






