A Prefeitura de Salvador lançou na quarta-feira, 12 de agosto, o Pro Pesca Salvador, programa voltado ao fortalecimento da pesca artesanal na capital baiana. A iniciativa prevê ações de qualificação, saúde, regularização, melhoria da infraestrutura e apoio à comercialização para pescadores e marisqueiras.
Entre as primeiras medidas está a autorização para construir uma nova sede da Colônia de Pescadores de Paripe. O equipamento será instalado na Praça Raimundo Varela Freire, que também passará por requalificação. As duas intervenções somam investimento de aproximadamente R$ 1,1 milhão e têm prazo estimado de quatro meses para conclusão.
Coordenado pela Secretaria do Mar (Semar), o Pro Pesca reunirá diferentes órgãos municipais. Entre as ações previstas estão regularização de embarcações e entidades representativas, cursos e oficinas profissionais, mutirões com serviços de saúde e investimentos em píeres, atracadouros e estruturas utilizadas pelas comunidades pesqueiras.
Armazenamento e comercialização do pescado
O programa também pretende melhorar as condições de armazenamento e comercialização do pescado. Estão previstos equipamentos como freezers, máquinas de gelo e mesas para tratamento dos produtos, além de materiais de proteção para os trabalhadores. A proposta é ampliar a estrutura disponível desde a captura até a venda.
Outra frente será a realização de um censo da pesca em Salvador. O levantamento deverá identificar o número de pescadores e marisqueiras que dependem economicamente da atividade e reunir informações sobre renda, condições de trabalho e principais dificuldades enfrentadas pelas comunidades. Os dados deverão orientar futuras políticas públicas para o setor.
A nova estrutura de Paripe contará com boxes para comercialização, espaços destinados à limpeza de pescados e motores, depósito, sanitários e áreas para guardar equipamentos. O projeto também inclui 42 armários para uso dos trabalhadores. Segundo a gestão municipal, será a nona colônia construída ou reconstruída nos últimos anos na cidade.
A Praça Raimundo Varela Freire também receberá novas áreas de circulação, iluminação, mobiliário urbano, parque infantil, equipamentos para exercícios, sanitários e estruturas de acessibilidade. A intenção é integrar a sede da colônia ao espaço público utilizado pela comunidade.
O lançamento ocorre em meio aos impactos enfrentados por comunidades pesqueiras de São Tomé de Paripe após a identificação de contaminação química na região. Desde abril, o município adotou medidas emergenciais de assistência às famílias afetadas e prorrogou por mais 90 dias o decreto de situação de emergência. Com o novo programa, a prefeitura pretende estruturar uma política mais permanente para uma atividade diretamente ligada à economia, à cultura e à relação histórica de Salvador com o mar.






