A Universidade de São Paulo (USP) e a Marinha do Brasil celebraram sete décadas de cooperação técnica voltada à pesquisa, à formação profissional e ao desenvolvimento de tecnologias nacionais. A cerimônia ocorreu na terça-feira, 18 de agosto, na Escola Politécnica da USP, em São Paulo.
Firmado em 1956, o acordo levou à criação do primeiro curso de Engenharia Naval do país. Desde então, a colaboração foi ampliada para áreas como engenharia nuclear, sistemas offshore, navegação, automação e tecnologias de uso estratégico.
Entre os resultados alcançados está o desenvolvimento do Patinho Feio, reconhecido como o primeiro computador brasileiro, no início da década de 1970. A parceria também colaborou para a formação dos primeiros engenheiros nucleares militares graduados integralmente no Brasil e para a nacionalização de tecnologias de navegação e guiagem (processo de controle e correção de trajetória de um objeto em movimento).
Na pós-graduação, o programa vinculado ao convênio já formou 412 mestres e 145 doutores. Parte desse conhecimento foi incorporada pela Marinha e por empresas dos setores naval, oceânico e industrial.
Durante a pandemia de covid-19, equipes da Poli e do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo desenvolveram o ventilador pulmonar Inspire. O projeto resultou na produção de mil equipamentos, distribuídos gratuitamente para 219 municípios de 16 estados.
A cooperação ganhou um novo capítulo em 2026 com a Plataforma Integrada de Pesquisa Nuclear, destinada a reunir pesquisadores das duas instituições em projetos avançados de pesquisa, desenvolvimento e inovação. Para marcar os 70 anos, a programação também contou com debates, lançamento de uma coleção de livros e inauguração de uma escultura comemorativa no campus.
Com informações de Michel Sitnik, do Jornal da USP.






