Encerrada na quinta-feira, 20 de agosto, no Rio de Janeiro, a Navalshore 2026 foi marcada pela recuperação das encomendas e pela expectativa de novos investimentos na indústria naval e offshore brasileira. A feira reuniu estaleiros, armadores, empresas de tecnologia, fornecedores e representantes do poder público no ExpoRio Cidade Nova.
Em sua 20ª edição, o encontro contou com 180 expositores e mais de 700 marcas nacionais e internacionais. A organização projetou receber cerca de 20 mil visitantes durante os três dias de programação, realizada entre 18 e 20 de agosto.
O ambiente mais favorável decorre principalmente da demanda por embarcações de apoio offshore, navios destinados ao transporte de combustíveis e projetos vinculados à exploração de petróleo e gás. A renovação da frota da Transpetro e as contratações previstas pela Petrobras também ajudam a criar oportunidades para estaleiros e fornecedores instalados no país.
Temas abordados
A programação abordou ainda o descomissionamento de plataformas, a construção de embarcações mais eficientes, a adoção de combustíveis de baixo carbono e o uso de sistemas digitais nas operações marítimas. Inteligência artificial, manutenção preditiva, automação e armazenamento de energia estiveram entre os temas apresentados pelas empresas.
O novo ciclo ocorre depois de um longo período de baixa atividade e redução dos postos de trabalho. Por isso, representantes do setor defendem previsibilidade nas encomendas, segurança regulatória e continuidade dos programas de conteúdo local para que os estaleiros possam investir em equipamentos e formação profissional.
A feira também evidenciou que a retomada não depende apenas da construção de grandes navios. Reparos, conversões, manutenção, descomissionamento e fornecimento de componentes podem distribuir oportunidades por diferentes elos da cadeia marítima brasileira.






