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Santos e porto chinês avaliam novo modelo para ampliar embarques de soja

Para Santos, o estudo ocorre em um contexto de busca por alternativas para ampliar a capacidade logística destinada às exportações agrícolas.

A Autoridade Portuária de Santos (APS) e o Porto de Ningbo Zhoushan, na China, firmaram um memorando de entendimentos para estudar a viabilidade de um sistema de transbordo de soja em alto-mar. A proposta busca criar uma alternativa logística para ampliar a capacidade de embarque do grão brasileiro e reduzir custos no transporte marítimo.

Pelo modelo em análise, embarcações menores seriam carregadas no Porto de Santos e levariam a soja até navios de grande porte posicionados offshore, onde ocorreria a transferência da carga. A operação permitiria utilizar graneleiros do tipo capesize, capazes de transportar mais de 150 mil toneladas.

Hoje, os maiores navios graneleiros que conseguem operar diretamente no complexo santista transportam aproximadamente 80 mil toneladas. Com o transbordo em águas mais profundas, seria possível abastecer embarcações de maior capacidade sem a necessidade de sua entrada no porto.

A expectativa da APS é que a alternativa possa tornar o escoamento mais eficiente. Depois de transferir a carga, as embarcações menores poderiam retornar ao porto para realizar novos carregamentos, enquanto os grandes navios seguiriam viagem com maior volume de soja a bordo. A mudança também poderá ter impacto sobre o custo do frete das exportações.

Grupo  bilateral

O acordo não representa, neste momento, a implantação do sistema. As duas autoridades portuárias deverão formar um grupo bilateral para trocar informações técnicas e analisar fatores operacionais e econômicos antes de uma eventual adoção do modelo no litoral paulista.

A parceria aproxima dois complexos portuários de grande relevância no comércio internacional. Ningbo Zhoushan movimenta mais de 1,4 bilhão de toneladas de cargas por ano e é apontado como o maior porto do mundo quando considerado o volume movimentado por tonelagem.

Para Santos, o estudo ocorre em um contexto de busca por alternativas para ampliar a capacidade logística destinada às exportações agrícolas. Caso se mostre técnica e economicamente viável, o transbordo offshore poderá criar uma nova possibilidade para o embarque de grandes volumes de soja sem depender exclusivamente das limitações de calado e porte dos navios que acessam diretamente o complexo portuário.

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