O México está avaliando a preparação de seus portos para produzir, armazenar e fornecer combustíveis marítimos de baixa ou nenhuma emissão. O levantamento é liderado pela Secretaria da Marinha do país, com assistência técnica do programa GreenVoyage2050, da Organização Marítima Internacional (IMO), e da consultoria Haskoning.
As conclusões preliminares indicam que o México possui infraestrutura industrial, recursos energéticos renováveis e capacidade produtiva que podem favorecer sua entrada no mercado de combustíveis marítimos alternativos.
O estudo deverá estimar a demanda futura dos navios, identificar as adaptações necessárias nos portos e avaliar as condições regulatórias e financeiras para novos investimentos. Os resultados serão utilizados na elaboração de um roteiro nacional para combustíveis marítimos alternativos.
Fatores considerados
As administrações do Sistema Portuário Nacional participam do trabalho ao lado de representantes do governo, da indústria e de instituições acadêmicas. O levantamento considera oferta e demanda, oportunidades de geração renovável, segurança operacional e possíveis projetos-piloto.
A iniciativa dá continuidade a uma oficina realizada na Cidade do México em maio de 2025, quando foram identificadas prioridades para a descarbonização marítima. Entre as alternativas consideradas internacionalmente estão biocombustíveis, metanol, hidrogênio e amônia.
O potencial mexicano não garante, por si só, a formação de um mercado. A instalação de sistemas de abastecimento dependerá de contratos de longo prazo, padrões de segurança, demanda previsível e decisões dos armadores sobre quais combustíveis utilizar. O país busca se posicionar antes que essas escolhas definam os futuros corredores marítimos de baixo carbono.






