A Aliança Navegação e Logística iniciará, em 1º de setembro, suas operações na APM Terminals Suape, em Pernambuco. A companhia realizará três escalas semanais no novo terminal, ampliando a oferta de transporte por cabotagem entre o Nordeste e outras regiões do país.
As escalas serão integradas aos serviços ALCT 1, nos sentidos Sul–Norte e Norte–Sul, e ALCT 2. As rotas atenderão à movimentação de alimentos, papel e celulose, plásticos, produtos químicos, máquinas e insumos industriais.
O Sul responde atualmente por 49% das cargas transportadas por cabotagem com destino ao Nordeste. Cereais, sementes e grãos representam 13% desse fluxo, enquanto plásticos e produtos de papel e celulose correspondem a 11% cada.
Portos catarinenses
Os portos catarinenses de Itapoá, Itajaí, Imbituba e Navegantes concentram 20% das cargas destinadas a Suape. Outros 11% dos volumes com origem nesses terminais seguem para o Porto do Pecém, no Ceará.
No sentido inverso, o Nordeste também possui participação relevante no abastecimento de outras regiões brasileiras. Sal, cimento e plástico representam, em conjunto, 45% das cargas que deixam os portos nordestinos por cabotagem.
Controlada pelo grupo A.P. Moller–Maersk, a Aliança passará a utilizar a infraestrutura da APM Terminals, empresa pertencente ao mesmo conglomerado. O terminal de Suape foi projetado com equipamentos elétricos e tecnologias voltadas ao aumento da produtividade e à redução das emissões nas operações portuárias.
Além do transporte marítimo, a companhia oferece serviços integrados de armazenagem, distribuição e conexão com os modais rodoviário, ferroviário e fluvial. A proposta é ampliar o atendimento de ponta a ponta às cadeias produtivas que utilizam Suape como ponto de entrada ou saída de mercadorias.
A chegada da Aliança acrescenta capacidade e frequência às ligações costeiras de Pernambuco, mas o impacto sobre a cabotagem dependerá da capacidade de converter cargas hoje transportadas por rodovias para o modal marítimo. Para isso, preço, regularidade das escalas e integração eficiente entre o terminal e o transporte terrestre serão tão importantes quanto a infraestrutura portuária recém-inaugurada.






