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Governo publica novo Plano Mestre dos portos de Paranaguá e Antonina

O Plano Mestre do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina está organizado em quatro capítulos/Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

O Ministério de Portos e Aeroportos publicou o Plano Mestre do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina, no Paraná. O documento estabelece diretrizes para o desenvolvimento da infraestrutura portuária e orienta ações e investimentos de curto, médio e longo prazos.

A aprovação ocorreu por meio da Portaria nº 317, de 16 de julho de 2026, publicada no Diário Oficial da União em 30 de julho.

O Plano Mestre funciona como um instrumento de planejamento integrado. A análise não se limita às instalações localizadas dentro dos portos, incluindo também os acessos terrestres e aquaviários, a capacidade de movimentação e a relação do complexo com as cidades do entorno.

A partir de projeções de demanda, o documento identifica necessidades de expansão e possíveis gargalos operacionais. As informações deverão subsidiar decisões do poder público e da administração portuária sobre novos projetos, arrendamentos, melhorias de infraestrutura e organização das áreas disponíveis.

Planejamento da capacidade portuária

O Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina ocupa posição estratégica no escoamento da produção brasileira, especialmente de granéis agrícolas, fertilizantes, contêineres e outras cargas relacionadas à indústria e ao agronegócio.

Por isso, o planejamento de longo prazo precisa considerar o crescimento da movimentação e sua relação com ferrovias, rodovias, canais de navegação, berços de atracação e estruturas de armazenagem.

O Plano Mestre também deverá auxiliar na compatibilização entre a expansão das operações e questões ambientais, urbanas e logísticas. Essa integração é necessária para reduzir conflitos entre o porto e a cidade e assegurar que o aumento da capacidade seja acompanhado por melhorias nos acessos.

O instrumento poderá ser atualizado sempre que mudanças relevantes na demanda, na infraestrutura ou no cenário econômico alterarem as projeções consideradas.

Com a publicação, o governo federal consolida uma referência para orientar as próximas etapas de desenvolvimento de Paranaguá e Antonina, incluindo investimentos públicos e privados no complexo portuário.

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