Uma nova operação logística passou a transportar ferro-gusa produzido em Minas Gerais pela Ferrovia Centro-Atlântica até os terminais da Vports, no Espírito Santo. O projeto reúne VLI, Vports e Multilift e recebeu investimentos conjuntos de aproximadamente R$ 130 milhões.
A carga segue por ferrovia até o complexo portuário capixaba, onde é descarregada em uma nova estrutura ferroviária e encaminhada para armazenamento e embarque. A operação foi planejada para atender navios com capacidade de transportar até 55 mil toneladas.
Os investimentos incluíram a implantação de um virador de vagões, intervenções no ramal ferroviário e adaptações nas instalações portuárias. A combinação busca reduzir etapas operacionais e oferecer aos produtores mineiros uma alternativa para o escoamento do ferro-gusa destinado ao mercado externo.
Melhoria da produtividade
No fluxo de retorno, os vagões podem transportar coque utilizado pela indústria siderúrgica. Esse aproveitamento reduz o deslocamento de composições vazias e melhora a produtividade dos ativos ferroviários empregados na operação.
O início dos testes ocorreu em agosto e a expectativa das empresas é ampliar gradualmente o volume movimentado. A nova rota também reforça a função dos portos do Espírito Santo como corredores de exportação para produtos minerais e metalúrgicos originados em Minas Gerais.
O principal diferencial econômico do projeto está no uso dos dois sentidos da ferrovia: o ferro-gusa segue para exportação e o coque retorna às áreas produtoras. Se houver regularidade de cargas, essa logística de retorno poderá reduzir custos unitários e emissões; sem escala e contratos de longo prazo, porém, o investimento corre o risco de operar abaixo de sua capacidade.






