A Petrobras deverá encerrar 2026 com uma produção de petróleo superior à estimativa oficial estabelecida para o ano. A avaliação foi apresentada pela presidente da companhia, Magda Chambriard, durante uma teleconferência com analistas realizada na sexta-feira, 7 de agosto.
De janeiro até o momento, a estatal alcançou uma média de 2,6 milhões de barris de petróleo por dia, enquanto a projeção divulgada pela empresa indica um volume anual acima de 2,5 milhões de barris diários.
O desempenho do segundo trimestre reforçou essa expectativa. Segundo Chambriard, a produção do período ficou aproximadamente 200 mil barris por dia acima da meta interna. Em conversa posterior com jornalistas, a executiva afirmou que atingir uma média de 2,7 milhões de barris diários seria um resultado expressivo para a companhia.
Apesar dos números, a Petrobras informou que, por enquanto, mantém oficialmente sua estimativa anual. A empresa destacou que continuará buscando ganhos operacionais para elevar a produção e superar os objetivos estabelecidos.
Melhorias operacionais impulsionam produção
Parte do crescimento está associada às medidas adotadas para aumentar a eficiência dos ativos da estatal. Entre as prioridades está a redução do ritmo de declínio dos campos maduros, cuja produção tende a diminuir naturalmente ao longo do tempo.
A estratégia amplia a recuperação de petróleo em áreas que já estão em operação e permite aproveitar melhor a infraestrutura instalada. Paralelamente, a entrada de novas unidades no pré-sal contribui para sustentar o volume produzido pela companhia.
Economia do Mar
O resultado também tem reflexos em outros segmentos da Economia do Mar. O aumento da produção offshore movimenta a demanda por plataformas, navios aliviadores, embarcações de apoio, serviços de manutenção, equipamentos submarinos e infraestrutura portuária.
De acordo com a presidente da Petrobras, os volumes adicionais contribuíram para elevar as exportações e fortalecer o desempenho financeiro da estatal em um período de preços internacionais elevados do petróleo.
Mesmo com a perspectiva positiva para a produção, as ações da Petrobras encerraram o pregão de sexta-feira em queda de 3%. No mesmo dia, o Ibovespa recuou 1,7%.






