Um novo ciclone extratropical deve se formar no fim desta semana entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Associado ao avanço de uma frente fria, o sistema poderá provocar tempestades, chuva volumosa, granizo e ventos intensos em áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país.
Segundo a Climatempo, a instabilidade começará a ganhar força nos dias 9 e 10 de setembro, com o desenvolvimento de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai e o norte da Argentina. Na sexta-feira, 11 de setembro, essa baixa pressão deverá favorecer a formação do ciclone e de uma nova frente fria.
As projeções indicam que o centro do sistema poderá registrar pressão atmosférica inferior a 1.000 hectopascais, condição que favorece a intensificação dos ventos. As rajadas podem superar 80 km/h em alguns pontos, acompanhadas por chuva forte, descargas elétricas e possibilidade de granizo.
Alto-mar
Depois de se organizar entre o território gaúcho e catarinense, o ciclone deverá avançar em direção ao alto-mar. Esse deslocamento exige atenção de embarcações, terminais portuários, operadores offshore e comunidades pesqueiras, principalmente no litoral da Região Sul. Ventos fortes podem dificultar manobras, movimentação de cargas e operações realizadas em áreas expostas.
A formação de um ciclone extratropical não significa, por si só, que todas as áreas costeiras serão atingidas com a mesma intensidade. A localização do centro de baixa pressão, a velocidade de deslocamento e a trajetória sobre o Atlântico determinarão os efeitos sobre o mar. As condições devem ser acompanhadas pelos boletins atualizados do Centro de Hidrografia da Marinha e pelos avisos meteorológicos do Instituto Nacional de Meteorologia.
Para a economia do mar, episódios desse tipo podem provocar alterações temporárias nas janelas de atracação, suspender atividades de pesca e lazer e exigir mudanças de rota ou velocidade das embarcações. Como a previsão ainda pode sofrer ajustes, decisões operacionais deverão considerar os avisos emitidos mais perto da formação do sistema, quando haverá maior precisão sobre ventos, ondas e áreas efetivamente afetadas.






