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Maranhão inicia diagnóstico para dimensionar potencial da Economia do Mar

COCEV

O Maranhão dará um novo passo na organização de sua estratégia para os setores ligados ao ambiente marítimo. A Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) contratou a Fundação Aleixo Belov para participar da elaboração de um diagnóstico voltado a medir o peso e as oportunidades da Economia do Mar no estado.

O acordo integra a Agenda Estratégica da Economia do Mar do Maranhão e prevê um levantamento sobre as atividades econômicas que dependem direta ou indiretamente dos recursos, da infraestrutura e da posição marítima do estado. A intenção é produzir uma base de dados capaz de orientar decisões de investimento e planejamento público e privado.

Entre os segmentos que entrarão no estudo estão transporte marítimo, atividade portuária, pesca, aquicultura, construção naval, turismo costeiro e geração de energia offshore. O diagnóstico também deverá considerar fatores como o Complexo Portuário de São Luís, a localização do Maranhão no comércio marítimo e as perspectivas abertas pela exploração da Margem Equatorial.

Potencialidades e obstáculos

A FIEMA pretende identificar não apenas o tamanho dessas atividades, mas também os principais obstáculos ao seu desenvolvimento e as possibilidades de geração de maior valor dentro do próprio estado. Para o presidente da entidade, Edilson Baldez, conhecer com mais precisão essa cadeia é uma etapa necessária para transformar vantagens geográficas e logísticas em resultados econômicos.

O trabalho será construído a partir de informações reunidas junto a órgãos públicos, instituições de pesquisa e outras entidades relacionadas aos setores analisados. Com isso, a expectativa é formar um retrato mais amplo dos efeitos das atividades marítimas sobre emprego, investimentos, produção e desenvolvimento regional.

Quando estiver concluído, o material deverá ser disponibilizado ao Governo do Maranhão, ao meio acadêmico e a outras instituições. O diagnóstico poderá servir como referência para políticas públicas, novos estudos e projetos destinados a ampliar a participação da Economia do Mar no desenvolvimento estadual.

A Fundação Aleixo Belov contribuirá com a parte técnica do levantamento. A instituição baiana, criada pelo engenheiro e navegador Aleixo Belov, desenvolve iniciativas relacionadas à navegação, à engenharia naval e à preservação da cultura marítima, além de manter em Salvador o Museu do Mar Aleixo Belov.

Para a diretora executiva da fundação, Larissa Nabuco, o desafio é converter os ativos já existentes no Maranhão em uma estratégia estruturada de desenvolvimento. Segundo ela, organizar informações, identificar oportunidades e estabelecer prioridades pode ajudar o estado a transformar seu potencial marítimo em projetos concretos e novos investimentos.

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