A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro lançou, durante a Navalshore 2026, uma nova edição do Panorama Naval. O estudo reúne dados sobre a capacidade instalada, os empregos, as oportunidades comerciais e os principais obstáculos enfrentados pela indústria naval e offshore.
O levantamento mostra a relevância do Rio de Janeiro para essa cadeia. O estado abriga 24 dos 49 estaleiros identificados no Brasil, além de concentrar 66 mil dos 181 mil empregos relacionados às atividades navais do país.
O território fluminense também reúne 82% das plataformas marítimas em operação no Brasil. Essa concentração faz com que o estado ocupe uma posição estratégica nos serviços de apoio offshore, manutenção, reparo, construção naval e descomissionamento de estruturas.
Nova perspectiva
A retomada das encomendas da Petrobras e da Transpetro abre uma nova perspectiva para estaleiros que atravessaram anos de baixa demanda. Também surgem oportunidades em embarcações de apoio, navios de cabotagem, unidades destinadas à defesa e equipamentos necessários às futuras atividades de energia no mar.
O estudo, porém, aponta que a recuperação dependerá de um ambiente capaz de oferecer previsibilidade aos investidores. A indústria trabalha com projetos de longo prazo e precisa de continuidade nas encomendas, acesso a financiamento, segurança regulatória e oferta de trabalhadores qualificados.
Outro desafio é evitar que a retomada fique limitada a encomendas pontuais. Para consolidar uma cadeia competitiva, será necessário ampliar a participação de fornecedores nacionais, investir em inovação e preparar os estaleiros para novas exigências ambientais e tecnológicas.






