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Maersk eleva projeções para 2026 após avanço da receita e dos fretes marítimos

A A.P. Moller–Maersk elevou suas projeções financeiras para 2026 depois de registrar crescimento da receita e do lucro no segundo trimestre. O desempenho foi favorecido pela demanda global por contêineres, pelas exportações chinesas e pela manutenção dos fretes marítimos em níveis elevados.

A receita do grupo alcançou US$ 15,8 bilhões entre abril e junho, crescimento de 20% na comparação anual. O lucro antes de juros e impostos (Ebit) chegou a US$ 1,6 bilhão, quase o dobro dos US$ 845 milhões registrados no mesmo período de 2025. A margem operacional ficou em 10%.

O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou US$ 3 bilhões, ante US$ 2,3 bilhões um ano antes. Para o conjunto de 2026, a Maersk passou a projetar Ebitda subjacente entre US$ 10,5 bilhões e US$ 12,5 bilhões e Ebit operacional entre US$ 4,5 bilhões e US$ 6,5 bilhões.

Custos operacionais

A divisão de transporte marítimo enfrentou, entretanto, aumento de 19% nos custos operacionais. O preço médio do bunker subiu 44%, enquanto as instabilidades no Oriente Médio continuaram afetando rotas, consumo de combustível e planejamento das viagens.

Segundo a companhia, o crescimento das exportações chinesas compensou a retração das importações de contêineres no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, gargalos em terminais, ferrovias, rodovias e serviços de barcaças reduziram a capacidade efetiva das cadeias logísticas e contribuíram para sustentar os fretes.

Os resultados mostram que tarifas mais altas nem sempre refletem expansão estrutural do comércio. Parte dos ganhos dos armadores decorre da escassez de capacidade provocada por congestionamentos e disrupções. Caso esses gargalos diminuam, a entrada de novos navios e a normalização das rotas poderão pressionar novamente os preços e as margens do setor.

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