As obras do Parque Urbano e Marina Beira-Mar Norte, em Florianópolis, avançam com a execução das etapas de aterro e enrocamento. Com investimento estimado em R$ 350 milhões, o empreendimento pretende ampliar a conexão da capital catarinense com o mar e estimular uma cadeia náutica que já ocupa posição de destaque no país.
O projeto prevê uma marina com capacidade para cerca de 600 embarcações, além de edifícios comerciais, restaurantes, supermercado, quadras esportivas, áreas de lazer e espaços públicos de convivência. A iniciativa será conduzida pela construtora JL, vencedora da licitação que prevê a exploração da área por 35 anos, e a conclusão total é estimada em cinco anos.
A nova infraestrutura deverá ampliar a demanda por serviços de manutenção, reparo e guarda de embarcações, além de movimentar segmentos como comércio especializado, gastronomia, turismo, logística e tecnologia. Para representantes do setor, a marina também pode contribuir para reduzir a sazonalidade da atividade turística em Florianópolis, mantendo negócios ligados ao setor náutico em operação durante todo o ano.
Indústria náutica
De acordo com a Associação Náutica Brasileira (Acatmar), Santa Catarina concentra atualmente cerca de 980 empresas ligadas à indústria náutica. O estado também possui aproximadamente 50 mil embarcações registradas, equivalente a uma embarcação para cada 152 habitantes.
Dados do Sebrae-SC e do Governo de Santa Catarina mostram que a economia azul catarinense reúne mais de 23 mil estabelecimentos e emprega formalmente mais de 240 mil trabalhadores, considerando diferentes atividades relacionadas ao mar. Mais de 98% das empresas da indústria e da construção associadas a esses segmentos são micro e pequenos negócios.
O estado também se destaca na fabricação de embarcações. Estimativas do setor apontam que Santa Catarina responde por aproximadamente 65% da produção brasileira de barcos destinados a esporte e lazer e por cerca de 90% das exportações nacionais desse segmento. Nesse contexto, a Marina Beira-Mar Norte é vista como uma infraestrutura capaz de aproximar ainda mais a produção náutica catarinense do mercado, do turismo e das atividades marítimas.
Veja como ficará a marina:












