A navegação de cabotagem movimentou, aproximadamente, 223 milhões de toneladas de cargas no Brasil em 2025, de acordo com dados do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
A modalidade realiza o transporte entre portos ou pontos do território brasileiro utilizando vias marítimas e hidrovias interiores. Sua função principal é conectar regiões produtoras, centros de distribuição, refinarias e mercados consumidores dentro do país.
Os granéis líquidos e gasosos representam 75% das cargas transportadas por cabotagem. Entre os principais produtos estão petróleo e gás natural retirados das plataformas offshore e enviados às unidades de processamento e refinarias localizadas no território nacional.
A modalidade também transporta cargas conteinerizadas, incluindo eletrodomésticos, vestuário, alimentos, biocombustíveis, matérias-primas e produtos industrializados.
Longo curso supera um bilhão de toneladas
Embora utilizem parte da mesma infraestrutura portuária, cabotagem e navegação de longo curso atendem a mercados diferentes.
O longo curso conecta o Brasil a portos de outros países e está diretamente relacionado ao comércio exterior. Em 2025, essa modalidade movimentou mais de um bilhão de toneladas. Mais de 80% do volume foi destinado às exportações e cerca de 20% correspondeu às importações.
Minério de ferro, soja, milho e açúcar estiveram entre os principais produtos transportados. O desempenho do longo curso reflete a importância dos portos para o escoamento das commodities brasileiras e para a entrada de mercadorias adquiridas no exterior.
Já a cabotagem funciona como uma alternativa para o transporte doméstico em um país com aproximadamente oito mil quilômetros de litoral navegável. Sua integração com rodovias, ferrovias e hidrovias permite formar operações multimodais e conectar diferentes regiões.
Entre os benefícios associados à modalidade estão a elevada capacidade de transporte e a possibilidade de retirar parte do fluxo de cargas das rodovias. O aproveitamento desse potencial, entretanto, depende de frequência das rotas, infraestrutura portuária, integração logística e disponibilidade de embarcações.
As duas modalidades exercem funções complementares. Enquanto o longo curso sustenta parcela relevante do comércio internacional brasileiro, a cabotagem atende ao abastecimento interno e à circulação de mercadorias entre as regiões do país.






