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Visão computacional amplia segurança e autonomia na navegação marítima

A SEA.AI e a Anschütz anunciaram recentemente uma parceria para integrar recursos de visão computacional à Autonomics Navigation Suite, plataforma desenvolvida para apoiar a navegação assistida e autônoma de embarcações.

A tecnologia da SEA.AI utiliza câmeras ópticas, sensores térmicos e inteligência artificial para identificar e classificar objetos no entorno do navio. A proposta é complementar informações fornecidas por equipamentos tradicionais, como radar e Sistema de Identificação Automática, o AIS.

Embora essenciais para a navegação, radares e AIS apresentam limitações. Pequenas embarcações sem transmissores, objetos flutuantes, boias, contêineres à deriva e outros obstáculos próximos à superfície podem ser difíceis de detectar, especialmente em condições de baixa visibilidade.

Ampliar a percepção

Com a combinação de sensores, o sistema pretende ampliar a percepção situacional no passadiço. As imagens captadas são analisadas por algoritmos treinados para reconhecer diferentes tipos de alvo e alertar a tripulação sobre possíveis riscos de colisão.

O trabalho de desenvolvimento e validação da integração será iniciado imediatamente, segundo as empresas. A solução deverá ser apresentada durante a SMM 2026, feira internacional da indústria marítima programada para ocorrer entre 1º e 4 de setembro, em Hamburgo, na Alemanha.

A Autonomics Navigation Suite foi estruturada para oferecer componentes de assistência à navegação e de automação compatíveis com a evolução das regras internacionais para navios marítimos autônomos. A Organização Marítima Internacional trabalha na elaboração do Código MASS, voltado às embarcações com diferentes níveis de autonomia.

A incorporação de inteligência artificial à navegação não elimina a participação humana no curto prazo, mas altera a forma como decisões são tomadas no passadiço. O avanço comercial dependerá da capacidade de demonstrar confiabilidade em diferentes condições meteorológicas, definir responsabilidades em caso de acidente e proteger os sistemas contra falhas e ataques cibernéticos. Superadas essas barreiras, a visão computacional poderá se tornar uma camada adicional de segurança tanto em navios convencionais quanto em futuras embarcações autônomas.

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