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Dragagem de R$ 162,6 milhões amplia acesso ao polo naval de Niterói

As obras de dragagem do Canal de São Lourenço, em Niterói, entraram na etapa final. Com investimento de R$ 162,6 milhões, a intervenção aumentará a profundidade do canal de 7 para 11 metros e ampliará as condições de acesso aos estaleiros e instalações portuárias da região.

A profundidade atual limita a entrada de navios de maior porte e reduz a capacidade operacional das empresas instaladas no entorno. Com a retirada dos sedimentos, embarcações maiores poderão chegar às áreas de construção, reparo e manutenção naval.

O projeto é considerado uma das principais ações de infraestrutura voltadas à recuperação da indústria naval de Niterói. Além dos estaleiros, a prefeitura prevê efeitos sobre empresas de logística, serviços especializados, pesca, comércio e fornecedores de equipamentos.

Canal de São Lourenço

O Canal de São Lourenço integra uma região historicamente ligada à construção naval brasileira. A redução das encomendas e as limitações de acesso marítimo contribuíram para a perda de atividade ao longo dos últimos anos, apesar da presença de mão de obra qualificada e infraestrutura industrial.

Uma nova etapa de planejamento também está em preparação. Estudos conduzidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias deverão avaliar possíveis ampliações da dragagem e outras intervenções capazes de aumentar a navegabilidade e a capacidade do complexo marítimo.

A conclusão da obra ocorre em um período de retomada das encomendas no país, com projetos da Petrobras, da Transpetro, da Marinha do Brasil e de empresas de apoio offshore. O aumento do calado pode permitir que Niterói dispute contratos que exigem o recebimento de embarcações e estruturas de maior porte.

A dragagem remove um obstáculo importante, mas não reativa sozinha o polo naval. Para que o investimento se converta em empregos e produção, será necessário combinar acesso marítimo, carteira contínua de encomendas, crédito, segurança regulatória e integração entre os estaleiros locais. Sem esses elementos, o canal terá maior capacidade, mas poderá continuar operando abaixo de seu potencial.

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