A Comissão Interamericana do Atum Tropical encerrou sua reunião anual de 2026 com avanços em monitoramento e gestão pesqueira, mas adiou para 2027 algumas das decisões mais importantes sobre a conservação dos estoques do Pacífico Oriental.
Entre os progressos estão medidas relacionadas ao atum-rabilho do Pacífico, ao albacora do Pacífico Sul, ao monitoramento eletrônico das embarcações e à incorporação de critérios ecossistêmicos na gestão pesqueira.
Por outro lado, não houve acordo sobre um procedimento de gestão para os atuns tropicais. Esse tipo de mecanismo estabelece previamente como os limites de captura devem ser ajustados de acordo com as condições dos estoques, reduzindo decisões reativas ou sujeitas apenas às negociações políticas de cada ano.
Proteção de tubarões
Também foram adiadas medidas mais robustas para a proteção de tubarões capturados de forma incidental. A captura acessória continua sendo um dos principais impactos ambientais associados à pesca industrial de atum.
As decisões da comissão influenciam governos, armadores, indústrias de processamento e empresas que compram pescado proveniente do Pacífico Oriental. Mudanças nas regras podem afetar cotas, custos de operação, certificações e acesso a mercados que exigem comprovação de sustentabilidade.
O resultado de 2026 mostra que a tecnologia de monitoramento está avançando, mas ainda precisa ser acompanhada por regras capazes de transformar os dados coletados em decisões efetivas de conservação.






