China e Estados Unidos discutem a redução ou eliminação da tarifa chinesa de 15% sobre o gás natural liquefeito norte-americano.
Uma eventual decisão pode reativar um fluxo comercial interrompido em 2025 e alterar novamente as rotas marítimas do mercado internacional de energia.
A tarifa foi adotada por Pequim em fevereiro de 2025, em resposta a medidas comerciais impostas por Washington.
Outros mercados
Desde então, os embarques regulares de GNL dos Estados Unidos para a China praticamente pararam, obrigando produtores e comercializadores a buscar compradores em outros mercados.
Segundo a Reuters, o tema faz parte de uma negociação mais ampla entre os dois países e pode avançar antes do encontro previsto entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, em Washington. Até o momento, porém, não há acordo anunciado.
A retomada interessa especialmente aos produtores norte-americanos. Os Estados Unidos estão ampliando sua capacidade de exportação, com previsão de acrescentar aproximadamente 10 bilhões de pés cúbicos por dia até 2027. Cerca de 25 milhões de toneladas anuais da capacidade futura ainda não possuem contratos de longo prazo.
Do outro lado está a China, maior importadora mundial de GNL. A reabertura desse mercado pode aumentar a demanda por navios gaseiros e reorganizar viagens hoje direcionadas para a Europa e outros países asiáticos.
No primeiro semestre de 2026, as exportações norte-americanas de GNL cresceram 23% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando média de 17,4 bilhões de pés cúbicos por dia.
O impacto de um eventual acordo dependerá do tamanho da redução tarifária e dos contratos fechados posteriormente.
Ainda assim, a negociação mostra como decisões comerciais entre duas potências podem mudar rapidamente a utilização da frota de gaseiros, os preços regionais do gás e a disputa por cargas no mercado spot.






