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TotalEnergies conecta nova descoberta ao sistema de produção em Angola

A TotalEnergies anunciou recentemente uma nova descoberta de petróleo no Bloco 17, em águas profundas de Angola. O resultado foi obtido no poço Acacia-5, perfurado em junho de 2026, e deverá adicionar cerca de 6 mil barris por dia à produção da área.

A companhia optou por acelerar o aproveitamento do reservatório por meio de uma conexão com a infraestrutura já instalada. A previsão é iniciar a produção apenas três meses após a descoberta, utilizando a capacidade disponível da plataforma do tipo FPSO Pazflor.

A TotalEnergies opera o Bloco 17 com participação de 38%. O consórcio também é formado por Equinor, com 22,16%; ExxonMobil, com 19%; Azule Energy, com 15,84%; e Sonangol, com 5%.

Modelo tie-back

O uso de uma unidade existente reduz a necessidade de construir uma nova estrutura de produção e encurta o intervalo entre a perfuração do poço e a geração de receita. Esse modelo, conhecido como tie-back, conecta novos reservatórios submarinos a plataformas que já operam na região.

Além da descoberta, a TotalEnergies assumiu participação de 40% e a condição de operadora dos blocos exploratórios 17/25 e 32/21, na Bacia do Baixo Congo. A ExxonMobil também terá 40%, enquanto a Sonangol ficará com os 20% restantes.

Os novos blocos estão próximos de áreas atendidas por seis FPSOs. Essa concentração de ativos oferece alternativas para descobertas menores ou campos que, isoladamente, poderiam não justificar uma unidade própria. Para Angola, a estratégia ajuda a conter o declínio natural de campos maduros e mantém investimentos em águas profundas.

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