Os produtos derivados de algas representam apenas 30% do volume comercializado internacionalmente, mas concentram 68% do valor das exportações do setor. Os dados foram destacados recentemente pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad).
A diferença mostra que o maior retorno econômico está no processamento. Enquanto muitos países exportam algas secas ou com pouca transformação, os produtos de maior valor incluem espessantes, ingredientes alimentícios, compostos para cosméticos, bioestimulantes agrícolas e materiais utilizados pela indústria.
O cultivo também possui características que favorecem sua expansão. As algas não precisam de terra agricultável, água doce ou ração e podem criar uma fonte de renda para comunidades costeiras.
Concentração
Entretanto, a produção mundial ainda está concentrada em poucos países asiáticos. Outras regiões enfrentam dificuldades para acessar tecnologia, financiamento, padrões sanitários e mercados compradores. Sem capacidade local de processamento, os produtores ficam com uma parcela menor da receita gerada pela cadeia.
A Unctad defende políticas que aproximem cultivo, pesquisa e indústria, além da criação de regras que assegurem sustentabilidade e distribuição mais equilibrada dos ganhos.
O crescimento do mercado não garante automaticamente desenvolvimento costeiro. O resultado dependerá de quem domina as etapas posteriores à colheita.
Para os países produtores, agregar valor antes da exportação pode ser mais importante do que simplesmente ampliar o volume cultivado.






