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Portugal aposta em portos mais integrados para ampliar competitividade

Portugal busca ampliar a contribuição dos portos para a competitividade de sua economia por meio de uma agenda de modernização e integração logística.

De acordo com informações do Diário da República, a estratégia Portos 5+ reúne diretrizes para aumentar a capacidade das instalações, atrair investimentos privados e melhorar as conexões com o território.

O planejamento contempla concessões de terminais e serviços, fortalecimento da concorrência e revisão do regime jurídico do setor. Também inclui medidas para melhorar a relação entre as atividades portuárias e as cidades que recebem essas estruturas.

A modernização dos acessos ferroviários e rodoviários ocupa uma posição central nessa agenda. A proposta é conectar os ganhos de eficiência nos terminais à circulação das mercadorias entre os portos, os centros de produção e os mercados consumidores.

Digitalização, automação e integração logística completam as prioridades. Essas frentes aparecem associadas à oferta de serviços mais sustentáveis e à adaptação da infraestrutura às necessidades futuras do transporte marítimo.

Projetos avançam além do cais

Um exemplo recente é o Porto Seco da Guarda, apresentado pelo governo português como uma extensão logística do Porto de Leixões em direção ao interior. Previsto na estratégia Portos 5+, o projeto busca ampliar a capacidade logística e a competitividade das empresas da região.

A iniciativa também pretende favorecer o uso da ferrovia. Dessa forma, conecta o desenvolvimento portuário à circulação terrestre de cargas e aos objetivos de descarbonização dos transportes.

Outra frente está na eletrificação de Leixões para permitir o fornecimento de energia aos navios atracados. Em outubro, o governo anunciou um aviso de financiamento de € 7,2 milhões, com cofinanciamento de até 85%, para apoiar os investimentos necessários.

Os projetos mostram como a política portuária portuguesa passa a abranger acessos, energia e serviços logísticos. A ampliação do papel econômico dos portos depende da articulação dessas estruturas com as cadeias produtivas atendidas.

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