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Carteira global de encomendas de navios cresce 13%, com China na liderança

A carteira global de encomendas dos estaleiros alcançou 203,2 milhões de toneladas de arqueação bruta compensada no início de setembro de 2026, crescimento de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados são de análise da associação marítima internacional BIMCO.

O indicador, conhecido pela sigla em inglês CGT, considera características e complexidade da construção dos navios. O volume permanece abaixo do recorde de 210,4 milhões de CGT registrado em maio.

A China concentra 64% da carteira mundial, seguida pela Coreia do Sul, com 19%, e pelo Japão, com 6%. Nos 12 meses considerados, os estaleiros chineses capturaram 74% das novas contratações medidas em CGT.

Porta-contêineres

Os porta-contêineres representam 30% da carteira global e responderam por 68% do crescimento observado no período.

A concentração das encomendas amplia a importância dos estaleiros asiáticos nas decisões de renovação das frotas. Para os armadores, disponibilidade de vagas, preços e prazos de entrega precisam ser avaliados junto com as escolhas de propulsão e as exigências ambientais.

Para a indústria naval brasileira, o cenário convida a uma análise das capacidades locais e dos segmentos em que há demanda consistente.

A comparação internacional deve considerar especialização, produtividade, fornecedores e continuidade das contratações.

A ocupação dos estaleiros estrangeiros, isoladamente, não assegura transferência de encomendas para o Brasil, mas ajuda a compreender as condições de competição.

O crescimento da carteira também precisa ser observado à luz do calendário de entregas. As encomendas representam capacidade que será incorporada gradualmente ao transporte marítimo.

Seus efeitos sobre oferta de espaço e concorrência dependerão da evolução do comércio e da retirada de embarcações mais antigas de operação.

A escolha tecnológica acrescenta outra dimensão a esse planejamento. Um navio construído agora poderá operar por muitos anos sob condições comerciais e ambientais diferentes das atuais.

Para compradores e financiadores, avaliar flexibilidade operacional, eficiência energética e possibilidade de adaptação é parte da análise de risco de um investimento de longo prazo.

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