A expansão das atividades ligadas ao mar traz um desafio para empresas e instituições de ensino: preparar profissionais para mercados com exigências cada vez mais específicas.
Uma reportagem publicada pelo site Defesa em Foco, em 27 de outubro, reúne exemplos de Santa Catarina e da Bahia que mostram essa necessidade.
Na indústria náutica catarinense, empresas relatam dificuldades para contratar trabalhadores especializados.
Embarcações maiores e mais equipadas exigem conhecimentos de mecânica, eletricidade, hidráulica e integração de sistemas, além de serviços de manutenção.
Na Bahia, o crescimento da navegação de lazer e os projetos de construção de embarcações também apontam oportunidades de qualificação. As demandas, porém, variam conforme a atividade e a região.
Formação precisa acompanhar os projetos
A Marinha mantém programas de Ensino Profissional Marítimo voltados aos aquaviários. Já ocupações industriais, científicas e turísticas dependem de trajetórias complementares, com participação de institutos federais, universidades, SENAI e empresas.
O planejamento precisa cruzar informações sobre vagas, investimentos, cursos e especializações. Projetos aprovados para financiamento indicam demanda potencial, mas não equivalem a contratações já realizadas.
Embora existam dificuldades documentadas em segmentos específicos, ainda falta uma medida nacional padronizada da escassez de profissionais por ocupação marítima. Esse diagnóstico é necessário para orientar a oferta de formação.






