O uso de tecnologias digitais está ganhando espaço na gestão de FPSOs, unidades responsáveis pela produção, armazenamento e transferência de petróleo em campos offshore. O tema esteve entre os destaques apresentados recentemente pela companhia japonesa MODEC (Mitsui Ocean Development & Engineering Company) durante a ROG.e 2026, no Rio de Janeiro.
A digitalização permite acompanhar em tempo próximo do real o desempenho de equipamentos, sistemas de produção, consumo de energia e condições operacionais. Com esses dados, as equipes podem identificar desvios e planejar intervenções antes que uma falha provoque uma parada mais longa.
Entre as aplicações estão a manutenção preditiva, a análise remota dos ativos, a criação de modelos digitais e o uso de sistemas que ajudam os operadores a acessar informações técnicas. A combinação pode reduzir deslocamentos, melhorar o planejamento e aumentar a disponibilidade das unidades.
Tecnologias digitais
Durante o evento, representantes da companhia discutiram como as tecnologias digitais estão modificando a eficiência das operações, a organização do trabalho e a gestão dos ativos offshore. A redução de emissões também integra essa agenda.
O ganho ambiental depende da capacidade de usar os dados para diminuir o consumo de energia, reduzir queimas, otimizar equipamentos e evitar intervenções desnecessárias. Por isso, a transformação digital não se resume à instalação de novos sistemas.
O avanço exige profissionais capacitados, integração entre plataformas tecnológicas e proteção das redes operacionais. Em unidades instaladas a centenas de quilômetros da costa, a confiabilidade dos dados e das comunicações passa a ter valor tão estratégico quanto a disponibilidade dos equipamentos físicos.






