Os Estados Unidos pretendem avançar nos próximos meses com o processo de concessão de licenças para mineração no fundo do mar.
A iniciativa faz parte da estratégia do país para ampliar o acesso a minerais usados em baterias, equipamentos eletrônicos e sistemas de defesa.
O secretário do Interior, Doug Burgum, afirmou que o processo deverá começar com a oferta de áreas para exploração. As autorizações operacionais dependerão posteriormente de análises científicas e ambientais.
Nódulos polimetálicos
O interesse está concentrado nos nódulos polimetálicos encontrados no leito oceânico. Essas formações podem conter níquel, cobre, cobalto e manganês, matérias-primas consideradas estratégicas para diferentes cadeias industriais.
Empresas como The Metals Company e Impossible Metals buscam autorizações para desenvolver tecnologias de coleta.
A indústria argumenta que os minerais submarinos podem diversificar o fornecimento e reduzir a dependência de países que hoje concentram a extração ou o processamento desses recursos.
Cientistas e organizações ambientais alertam, porém, que a retirada dos nódulos pode causar danos duradouros a ecossistemas ainda pouco conhecidos. Sedimentos levantados pelas máquinas também podem atingir organismos além da área diretamente explorada.
A iniciativa norte-americana acrescenta uma disputa jurídica ao debate, pois as áreas internacionais são reguladas pela Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos.
O avanço das licenças mostrará se a demanda por minerais críticos ocorrerá mais rapidamente do que a construção de regras ambientais aceitas globalmente.






