O movimento de navios de transporte de commodities pelo Estreito de Ormuz voltou a cair em meio à permanência das tensões no Oriente Médio. Apenas sete embarcações atravessaram a passagem na quinta-feira, 20 de agosto, segundo dados de rastreamento da Kpler.
O número representa metade das 14 travessias registradas no dia anterior. Entre os navios contabilizados, quatro entraram no Golfo Pérsico e três deixaram a região.
Nenhum grande petroleiro de petróleo bruto ou transportador de gás natural liquefeito apareceu entre as embarcações que cruzaram o estreito. Um navio de grande porte carregado com propano e butano deixou a região pelo lado iraniano.
Impactos
Antes do início do conflito, aproximadamente 20% dos carregamentos mundiais de petróleo e GNL passavam por Ormuz. A redução do tráfego afeta produtores do Golfo Pérsico e obriga armadores a avaliar riscos operacionais, disponibilidade de seguros e segurança das tripulações.
A movimentação também diminuiu em Bab el-Mandeb, passagem estratégica entre o Mar Vermelho e o Golfo de Áden. Foram registrados 23 navios de commodities, contra 34 em cada um dos dois dias anteriores.
A oscilação diária mostra alguma circulação, mas não representa normalização da rota. A ausência dos grandes petroleiros e navios de GNL indica que os armadores ainda consideram o risco elevado. Enquanto a passagem operar com capacidade reduzida, seus efeitos continuarão alcançando preços de energia, seguros, disponibilidade de navios e cadeias logísticas muito além do Oriente Médio.






