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Rio Ocean Week reunirá ciência, cultura e soluções contra a poluição marinha

O Rio de Janeiro receberá, entre 17 e 20 de setembro, a segunda edição da Rio Ocean Week. Realizado no Museu do Amanhã, o festival terá como tema central “Poluição Marinha: Diagnósticos e Soluções” e reunirá pesquisadores, organizações ambientais, representantes do poder público, empresas e agentes culturais.

A programação gratuita contará com mais de 50 painéis e atividades, cerca de 70 palestrantes brasileiros e estrangeiros e a participação de mais de 30 instituições dedicadas à pesquisa e à conservação do ambiente marinho.

Os debates serão organizados em torno de três grandes fontes de poluição: resíduos sólidos, saneamento básico e contaminantes químicos. Entre os assuntos previstos estão redução do lixo plástico, despoluição de praias, lançamento de esgoto sem tratamento, vazamentos de óleo, agrotóxicos, medicamentos e outras substâncias que chegam ao oceano.

Microplásticos

Os microplásticos também terão destaque. Com menos de cinco milímetros, essas partículas podem resultar da fragmentação de objetos maiores ou ser liberadas pelo desgaste de pneus, pela lavagem de tecidos sintéticos e por diferentes processos industriais. Sua presença já foi identificada na fauna marinha, na água e em tecidos humanos.

Além dos painéis técnicos, a Rio Ocean Week combinará ciência com cinema, literatura, arte e educação. A proposta é aproximar a discussão oceânica do cotidiano da população e ampliar a participação social nas ações de prevenção e recuperação ambiental.

Uma das atrações será a Nave Santa Maria, escuna histórica utilizada pela organização europeia Secutor Foundation em atividades de educação juvenil, conservação e pesquisa. A embarcação ficará aberta à visitação no Espaço Cultural da Marinha, na Orla Conde, durante os quatro dias do evento.

Ao conectar pesquisadores, empresas, governos e público geral, a Rio Ocean Week pode ajudar a ampliar a cultura oceânica no país. O desafio será fazer com que os diagnósticos apresentados no festival avancem para políticas de saneamento, redução de resíduos, fiscalização e inovação, áreas nas quais os impactos econômicos e ambientais da poluição marinha já são conhecidos, mas as respostas permanecem fragmentadas.

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