O Programa Antártico Brasileiro aumentou em 85,7% o número de projetos científicos apoiados nos últimos cinco anos. A expansão ocorreu sem alteração significativa no investimento, que permaneceu em uma média anual de R$ 6,3 milhões entre recursos orçamentários e emendas parlamentares.
O número de pesquisadores atendidos passou de 49 na operação de 2021/2022 para 185 em 2025/2026. A participação feminina também cresceu: o total de pesquisadoras avançou de 15 para 88 no mesmo período. Os cientistas são vinculados a 20 instituições, distribuídas por dez estados das cinco regiões brasileiras.
Criado em 1982, o Proantar mantém pesquisas sobre clima, biodiversidade, saúde, biotecnologia e as conexões ambientais entre a Antártica e a América do Sul. A seleção dos projetos é realizada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
Estrutura logística
A operação científica depende de uma estrutura logística coordenada pela Marinha. Os navios Almirante Maximiano e Ary Rongel transportam cientistas, equipamentos, combustível e suprimentos. A rede também inclui helicópteros, aviões, acampamentos e a Estação Antártica Comandante Ferraz.
Para a 45ª Operação Antártica, prevista para começar em outubro, foram selecionados 29 projetos. As pesquisas abordarão mudanças climáticas, eventos extremos, ecossistemas terrestres e marinhos, saúde humana, patógenos e biotecnologia. Um dos estudos acompanhará a circulação de metais e microplásticos entre o oceano, a atmosfera e os sedimentos.
O crescimento das pesquisas com orçamento praticamente estável indica ganho de escala, mas também aumenta a pressão sobre a infraestrutura disponível. Como as séries científicas precisam ser mantidas por muitos anos, a continuidade logística dos navios, da estação e dos equipamentos será determinante para preservar a presença brasileira e a qualidade dos dados produzidos.
Com informações da Agência Marinha de Notícias.






