O Porto de Los Angeles aprovou um novo pacote de medidas destinado a reduzir as emissões geradas pelo transporte marítimo e terrestre de cargas. Entre as ações está um investimento de US$ 20 milhões em infraestrutura regional de recarga e abastecimento para caminhões de emissão zero utilizados nas operações portuárias.
A iniciativa será desenvolvida em conjunto com o Porto de Long Beach e o South Coast Air Quality Management District. O acordo amplia uma cooperação firmada em 2025 para acelerar a implantação de tecnologias de baixo carbono no complexo portuário de San Pedro Bay, uma das principais portas de entrada do comércio internacional dos Estados Unidos.
Além da infraestrutura destinada aos caminhões, os portos deverão criar novos incentivos para aumentar a utilização de veículos de emissão zero e ampliar os benefícios concedidos aos navios oceânicos com melhor desempenho ambiental. O objetivo é atuar simultaneamente sobre duas fontes relevantes de emissões da cadeia portuária: as embarcações e o transporte rodoviário de curta distância ligado aos terminais.
Planejamento e metas
O plano inclui ainda metas de implementação, relatórios anuais e mecanismos de acompanhamento público. A estratégia anterior já previa a elaboração de planos de infraestrutura de emissão zero para equipamentos de movimentação de cargas, embarcações de apoio, caminhões, trens e navios de longo curso.
A política ambiental de Los Angeles vem sendo construída há duas décadas. Desde a implantação do Clean Air Action Plan, em 2006, o porto calcula ter reduzido em 90% as emissões de material particulado de diesel, 98% as de óxidos de enxofre e 73% as de óxidos de nitrogênio.
A próxima etapa traz um desafio diferente. À medida que os equipamentos de emissão zero começam a chegar ao mercado, a disponibilidade de infraestrutura para recarga elétrica ou abastecimento passa a ser uma das condições para sua adoção em maior escala. No transporte portuário, caminhões percorrem rotas frequentes e operam com elevado nível de utilização, exigindo redes capazes de atender grandes frotas sem comprometer a produtividade logística.
O movimento de Los Angeles acompanha uma transformação mais ampla nos grandes portos internacionais. A descarbonização deixa de ficar concentrada apenas na eficiência dos navios e passa a alcançar toda a cadeia de movimentação da carga, dos equipamentos dos terminais ao transporte terrestre que conecta os portos aos centros de distribuição.






