O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) afirma ter destinado mais de R$ 243 milhões a pesquisas voltadas ao conhecimento e à conservação dos recursos pesqueiros. O montante foi apresentado pelo ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, durante o 9º Congresso Brasileiro de Oceanografia, mas a pasta não informou o período abrangido pelo valor.
Realizado entre 24 e 28 de agosto, no Espírito Santo, o congresso reuniu pesquisadores, representantes do poder público, empresas e organizações da sociedade civil. A programação abordou o desenvolvimento da Economia Azul, a cultura oceânica e as respostas científicas às mudanças climáticas.
Organizado pela Associação Brasileira de Oceanografia em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo e o governo estadual, o evento também discutiu o uso sustentável dos recursos marinhos e costeiros.
Encontro com comunidades pesqueiras
A agenda do Ministério da Pesca incluiu encontros com pescadores e armadores do distrito de Itaipava, em Itapemirim, além de diálogos com mulheres marisqueiras e integrantes de associações pesqueiras de Vila Velha.
O volume de investimentos mostra uma tentativa de ampliar a base científica utilizada na gestão da atividade pesqueira. Monitoramento de estoques, identificação das espécies capturadas, avaliação do esforço de pesca e compreensão das mudanças ambientais são necessários para definir períodos de defeso, limites de captura e estratégias de recuperação.
A efetividade desses recursos será medida pela continuidade das pesquisas e pela incorporação dos resultados às decisões de gestão. Estudos isolados produzem diagnósticos pontuais, enquanto séries históricas permitem acompanhar alterações nos estoques e reduzir a distância entre ciência, ordenamento pesqueiro e realidade das comunidades costeiras.






