A APM Terminals Pecém movimentou 70.964 TEUs em agosto de 2026 e alcançou o maior resultado mensal de sua história.
O volume ficou 26% acima dos 56.242 TEUs registrados em julho e superou em 12% o desempenho de agosto de 2025.
O crescimento foi impulsionado pelo início da safra de frutas e pelo aumento das operações de transbordo. Nesse tipo de movimentação, os contêineres são transferidos de um navio para outro antes de seguirem até o destino final.
Contêineres refrigerados
A safra de melão, manga, uva e outras frutas produzidas no Nordeste aumenta a demanda por contêineres refrigerados.
Essas cargas exigem controle de temperatura, fornecimento contínuo de energia e agilidade no embarque para preservar a qualidade dos produtos durante o transporte.
No primeiro semestre de 2026, as exportações cearenses de frutas somaram US$ 62,05 milhões, alta de 32,4% na comparação com igual período do ano anterior.
A proximidade entre as áreas produtoras e o porto reduz o tempo de deslocamento terrestre e favorece o embarque de produtos perecíveis.
As operações de transbordo também vêm ganhando importância na movimentação do terminal. Ao receber cargas provenientes de outros portos brasileiros e conectá-las a serviços internacionais, o Pecém amplia seu papel para além do atendimento às importações e exportações do Ceará.
A posição geográfica no Atlântico e as conexões marítimas com outros mercados ajudam o complexo portuário a disputar cargas do Norte e do Nordeste.
O terminal encerrou 2025 com 706.524 TEUs movimentados, até então o maior volume anual de sua história.
O recorde de agosto mostra o efeito combinado da produção regional e das cargas de conexão.
Para consolidar esse crescimento, o terminal precisará manter capacidade para atender picos sazonais, especialmente no segmento refrigerado, sem comprometer os serviços regulares e as operações de transbordo.






