A adoção de combustíveis alternativos está mudando as habilidades exigidas a bordo dos navios.
Amônia, metanol, hidrogênio e sistemas de baterias trazem procedimentos próprios de operação e segurança, que precisam entrar na formação dos marítimos antes de essas tecnologias se tornarem mais comuns na frota.
O tema foi debatido por representantes de governos, empresas e instituições de ensino em um encontro realizado em Lisboa, de 14 a 18 de setembro.
Captura de carbono
A Organização Marítima Internacional (OMI), uma das organizadoras, informou que também foram discutidos sistemas de captura de carbono instalados a bordo e o uso de novas ferramentas de treinamento.
Uma das frentes em andamento é a revisão da Convenção Internacional sobre Padrões de Formação, Certificação e Serviço de Quarto para Marítimos, conhecida pela sigla inglesa STCW.
A OMI também trabalha em disposições de treinamento para quem servirá em embarcações movidas por combustíveis alternativos. As discussões ainda não significam que um novo conjunto de exigências já esteja em vigor.
Para a Marinha Mercante brasileira, o debate tem efeito direto sobre escolas de formação, centros de treinamento e empresas de navegação. Comprar ou construir um navio com uma nova tecnologia é apenas uma parte da transição.
Também será preciso preparar as equipes para operar os sistemas, reconhecer riscos e responder a incidentes em condições reais de viagem.
O encontro incluiu visitas a uma embarcação movida a baterias e a instalações de treinamento com realidade virtual.
Esses recursos podem ajudar a aproximar a formação das situações encontradas a bordo. O desafio será atualizar os cursos no ritmo da frota, sem tratar tecnologias diferentes como se exigissem os mesmos procedimentos.






