A retomada das exportações brasileiras de pescado para a União Europeia está entre as demandas apresentadas pela indústria pesqueira do Ceará ao Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).
O assunto foi discutido em reunião na Casa da Indústria, em Fortaleza, em 29 de setembro.
O encontro reuniu representantes da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e do Sindicato das Indústrias de Frio e Pesca do Estado do Ceará (Sindfrios).
Certificação sanitária
As empresas solicitaram avanços na certificação sanitária e maior agilidade no encaminhamento das questões que condicionam o acesso ao mercado europeu.
Segundo o ministério, o governo aguarda um relatório definitivo da avaliação sanitária. O documento deverá indicar se a reabertura poderá avançar ou se será necessário cumprir um plano de ação com ajustes adicionais.
O setor também propôs uma comissão para discutir as condições da frota cearense e apresentou demandas sobre a pesca da lagosta, incluindo período de safra, regras de captura e regulamentação da pesca por mergulho.
Além das negociações com a União Europeia, o MPA informou que trabalha na diversificação das exportações, com tratativas envolvendo mercados sul-americanos e asiáticos.
A discussão mostra que a expansão comercial depende de condições sanitárias e regulatórias ao longo da cadeia. Captura, conservação, processamento e certificação precisam atender às exigências dos compradores para que a negociação resulte em embarques.
A abertura de novos destinos pode ampliar as alternativas de venda para as empresas cearenses.
O efeito sobre receitas e produção, entretanto, dependerá das condições de acesso, da demanda e da capacidade de atender aos requisitos de cada mercado.






