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Home / Portos & Logística / Cabotagem da Log-In cresce acima do mercado e amplia transferência de cargas das rodovias
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Cabotagem da Log-In cresce acima do mercado e amplia transferência de cargas das rodovias

14/08/2026
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A operação de Navegação Costeira da empresa movimentou 193,4 mil TEUs entre abril e junho, volume 6,6% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Sumário

1. Estratégia de integração

A Log-In Logística Integrada registrou, no segundo trimestre de 2026, seu maior desempenho em cabotagem para o período, em um momento de avanço da navegação costeira como alternativa ao transporte de cargas por longas distâncias nas rodovias brasileiras. O crescimento da companhia ficou acima da expansão média do mercado nacional de cabotagem.

A operação de Navegação Costeira da empresa movimentou 193,4 mil TEUs entre abril e junho, volume 6,6% superior ao registrado no mesmo período de 2025. O avanço foi puxado pelas atividades de cabotagem e pelas rotas do Mercosul.

No mesmo trimestre, o mercado brasileiro de cabotagem cresceu 4,2%, segundo dados da Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (ABAC). A Log-In atribui seu desempenho à ampliação da base de clientes e à maior previsibilidade das operações marítimas.

Estratégia de integração

A movimentação ocorre também em meio à estratégia da companhia de integrar transporte rodoviário e marítimo. Na chamada rodo-cabotagem, caminhões são utilizados principalmente nos trechos de coleta e distribuição, enquanto os percursos de maior distância são realizados por navios. O volume de cargas fracionadas da Tecmar, empresa rodoviária do grupo, conectadas à malha marítima aumentou durante o trimestre.

No resultado consolidado, a Log-In alcançou receita operacional líquida de R$ 777,1 milhões, alta de 5,1% em relação ao segundo trimestre de 2025. O EBITDA ajustado ficou em R$ 113,9 milhões, com margem de 14,7%. O lucro líquido chegou a R$ 133,2 milhões, influenciado principalmente pelo ganho obtido com a venda dos navios Log-In Pantanal e Log-In Resiliente.

Outro destaque veio da infraestrutura portuária. O Terminal Portuário de Vila Velha (TVV), no Espírito Santo, movimentou 65,5 mil contêineres no trimestre, crescimento de 8,1% e maior volume já registrado pela unidade. A receita do terminal chegou a R$ 134,3 milhões, avanço de 35,5%, enquanto o EBITDA alcançou R$ 70 milhões.

Desde maio, o terminal também opera a Retroárea Penedo, que adicionou mais de 65 mil metros quadrados à estrutura e aumentou em cerca de 60% sua área disponível. O espaço amplia a capacidade para atender contêineres e diferentes tipos de carga.

Com uma frota de nove porta-contêineres e capacidade conjunta de 24.366 TEUs, a Log-In conecta portos brasileiros e mercados do Mercosul. O desempenho do trimestre reforça um movimento relevante para a logística nacional: a disputa por cargas que historicamente percorrem grandes distâncias por estrada e que começam a encontrar na navegação costeira uma alternativa para parte do trajeto.

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Redação

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