A CMPC avançou na implantação de um terminal portuário privado dedicado à movimentação de celulose no Porto do Rio Grande, no Rio Grande do Sul.
Nesta sexta-feira, 11 de setembro, foi assinado o contrato de cessão da área pertencente à União onde será construída a estrutura, estimada em R$ 1,5 bilhão.
O projeto será desenvolvido pelo Terminal Rio Grande do Sul S.A., empresa formada pela CMPC em parceria com a operadora portuária chilena Neltume Ports.
Novos berços e armazém
A nova instalação deverá contar com dois berços para navios, dois para barcaças e um armazém com capacidade estática para 194 mil toneladas de celulose.
A previsão inicial é movimentar aproximadamente 5 milhões de toneladas por ano. Com a expansão gradual das operações, a capacidade poderá alcançar 9 milhões de toneladas anuais a partir do 11º ano. O terminal também poderá receber dois navios simultaneamente.
Durante a implantação, o empreendimento deve gerar mais de 1,2 mil postos de trabalho. Na fase operacional, são estimados cerca de 450 empregos diretos e mais de 2,1 mil indiretos, incluindo atividades de transporte rodoviário e trabalho portuário.
O terminal integra o Projeto Natureza, plano de expansão da CMPC que prevê mais de R$ 27 bilhões em investimentos no Rio Grande do Sul.
Além da estrutura portuária, o programa contempla uma nova fábrica de celulose em Barra do Ribeiro.
A ampliação da capacidade de armazenagem e embarque no Porto do Rio Grande cria uma rota própria para atender ao crescimento da produção da empresa.
Também reforça o papel do complexo portuário gaúcho no escoamento de celulose, reduzindo gargalos logísticos e ampliando sua participação nas exportações brasileiras do produto.






