A formação de um ciclone extratropical entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul marca uma nova mudança nas condições meteorológicas do Brasil. Associado a uma frente fria, o sistema deve provocar tempestades e ventos fortes na Região Sul a partir desta quinta-feira, 20 de agosto, antes de avançar em direção ao oceano.
O Rio Grande do Sul concentra os maiores riscos durante a passagem do fenômeno. A previsão indica chuva intensa, descargas elétricas e possibilidade de rajadas próximas de 100 km/h em algumas áreas. Santa Catarina e Paraná também podem registrar temporais e aumento da velocidade dos ventos.
À medida que o ciclone se deslocar pelo Atlântico, a frente fria deverá alcançar o Sudeste. São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo poderão ter mudanças no tempo a partir da sexta-feira (21), com aumento da nebulosidade, ventania e chuva principalmente em áreas próximas ao litoral.
Vendaval
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu aviso de vendaval para regiões de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. As rajadas podem variar entre 40 km/h e 60 km/h, com risco de queda de galhos de árvores e outros transtornos.
A passagem do sistema também exige atenção no ambiente marítimo. A intensificação dos ventos pode deixar o mar agitado e alterar as condições de navegação, especialmente na costa das regiões Sul e Sudeste. Pescadores, operadores portuários e responsáveis por embarcações devem acompanhar os avisos emitidos pela Marinha do Brasil e pelos órgãos meteorológicos.
Depois do avanço da frente fria, uma massa de ar polar deve derrubar as temperaturas em grande parte do Centro-Sul. O frio será mais intenso no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, onde algumas localidades podem registrar temperaturas entre 1°C e 3°C.
Em São Paulo, a queda deve ser percebida com maior intensidade durante o fim de semana. Na capital paulista, as mínimas podem chegar a cerca de 10°C ou 11°C, após uma sequência de dias quentes e com baixa umidade.
O ar frio também poderá alcançar áreas do Centro-Oeste e do Norte, incluindo Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia e Acre. A tendência é que as temperaturas voltem a subir gradualmente após o afastamento do sistema pelo oceano.






