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Entenda como o calor recorde dos oceanos ameaça pesca, turismo e infraestrutura costeira

A temperatura média da superfície dos oceanos, excluídas as regiões polares, alcançou 21,07°C em agosto de 2026. O resultado coloca o aquecimento do mar entre os principais riscos ambientais e econômicos enfrentados por atividades como pesca, aquicultura, turismo e geração de energia.

Dados climáticos também apontaram cem dias consecutivos de temperaturas oceânicas em níveis recordes desde o início de junho. O fenômeno está relacionado à combinação entre o aquecimento provocado pelas emissões de gases de efeito estufa e a intensificação do El Niño.

Os oceanos absorvem aproximadamente 90% do excesso de calor acumulado no sistema climático. Essa função reduz temporariamente o aquecimento da atmosfera, mas provoca alterações na circulação marítima, na distribuição das espécies e na frequência das ondas de calor marinhas.

Consequências para a pesca

Na pesca, o aumento da temperatura pode deslocar cardumes para regiões mais frias e alterar os períodos de reprodução. A perda ou redução de estoques afeta a renda das comunidades pesqueiras, a atividade industrial e os preços dos alimentos.

O turismo costeiro também enfrenta consequências. O branqueamento de corais reduz a atratividade de destinos ligados ao mergulho e à observação da vida marinha, enquanto a elevação do nível do mar e a erosão aumentam os custos de manutenção da infraestrutura localizada na costa.

Águas mais quentes podem ainda favorecer a proliferação de algas e águas-vivas, interferindo na pesca, no turismo e até no funcionamento de instalações que utilizam água do mar para refrigeração. Ao mesmo tempo, oceanos aquecidos fornecem mais energia e umidade para tempestades e chuvas intensas.

Os efeitos econômicos não se distribuem de forma uniforme. Comunidades com menor capacidade de adaptação e forte dependência dos recursos marinhos ficam mais expostas à perda de renda, enquanto empresas e governos precisam ampliar investimentos em monitoramento, infraestrutura e proteção costeira.

Com informações do Financial Times, Associated Press e World Resources Institute.

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