O Comando da Força Aeronaval reuniu recentemente cerca de 300 oficiais para uma palestra sobre as transformações geopolíticas em curso e seus efeitos sobre o ambiente marítimo. O encontro foi realizado em São Pedro da Aldeia, no Rio de Janeiro, com militares das organizações vinculadas à Aviação Naval.
A apresentação foi conduzida pelo capitão de mar e guerra da reserva Leonardo Mattos, professor de Geopolítica e coordenador do Núcleo de Avaliação da Conjuntura da Escola de Guerra Naval. O oficial abordou os principais focos de tensão internacional e a crescente importância dos oceanos nas disputas entre Estados.
Entre os pontos discutidos estiveram a competição por rotas marítimas, recursos naturais, áreas de influência e infraestruturas estratégicas. Cabos submarinos, instalações offshore, terminais portuários e corredores de navegação passaram a ocupar posição relevante nas estratégias de defesa e segurança econômica.
Cenário internacional e poder naval
A atividade também relacionou o cenário internacional ao emprego do poder naval. Para a Aviação Naval, mudanças na natureza dos conflitos afetam o planejamento de missões de vigilância, esclarecimento, transporte, apoio logístico, guerra antissubmarino e proteção de forças no mar.
O encontro ocorre em um contexto de maior emprego de drones, sensores, satélites e sistemas autônomos em operações marítimas. Paralelamente, conflitos recentes reforçaram a necessidade de proteger instalações costeiras e estruturas localizadas longe do território continental.
Ao incorporar a análise geopolítica à preparação dos oficiais, a Marinha busca aproximar o adestramento operacional das ameaças que podem atingir os interesses brasileiros no Atlântico Sul e na Amazônia Azul.
Com informações do site Defesa em Foco.






