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Veículos autônomos devem reforçar vigilância da Amazônia Azul

O Brasil está ampliando o desenvolvimento de sistemas não tripulados para operações de defesa e monitoramento. No ambiente marítimo, os projetos incluem veículos autônomos de superfície capazes de contribuir para a vigilância da Amazônia Azul, segundo informações da Agência Marinha de Notícias.

A área marítima sob jurisdição brasileira reúne rotas comerciais, recursos pesqueiros, reservas de petróleo e gás, cabos submarinos e outras infraestruturas estratégicas. Sua extensão torna o monitoramento permanente um desafio operacional para a Marinha.

Os novos equipamentos poderão atuar de forma integrada ao Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul, o SisGAAz. A plataforma reúne informações de diferentes sensores e instituições para identificar embarcações, acompanhar o tráfego e apoiar o combate a atividades ilegais.

Controle remoto

O Centro de Análises de Sistemas Navais desenvolveu o sistema PRIMA, que permite controlar remotamente veículos autônomos de superfície. A tecnologia já foi instalada no Navio-Aeródromo Multipropósito Atlântico e no Navio Doca Multipropósito Bahia, transformando as embarcações em estações de controle.

O sistema foi empregado em 2023 durante uma operação de Garantia da Lei e da Ordem na Baía de Guanabara. A expectativa é ampliar sua utilização em missões de reconhecimento, fiscalização, proteção de estruturas marítimas e resposta a emergências.

Além do uso operacional, o desenvolvimento desses equipamentos pode estimular empresas nacionais de software, sensores, telecomunicações e construção naval. Um dos obstáculos é reduzir a dependência externa de componentes e tecnologias consideradas críticas.

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