O Cluster Tecnológico Naval do Rio Grande do Norte (CTN-RN) apresentou recentemente à Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron) o planejamento estratégico elaborado para fortalecer a Economia do Mar no estado. O encontro ocorreu na sede da estatal, no Rio de Janeiro, e reuniu o presidente do Cluster, Djalma Júnior, e o diretor-presidente da Emgepron, vice-almirante Amaury Calheiros Boite Junior.
A reunião teve como objetivo alinhar a participação das duas instituições em projetos relacionados às atividades marítimas potiguares. O planejamento foi desenvolvido pelo CTN-RN em parceria com o Sebrae e busca orientar a atuação do Cluster como articulador de iniciativas, investimentos e novos negócios.
Durante o encontro, o secretário executivo do CTN-RN, Daniel Lana, apresentou os resultados das oficinas realizadas com 143 participantes. O processo reuniu representantes de 78 empresas, entidades e órgãos públicos de 16 municípios do litoral do Rio Grande do Norte.
Economia Azul
Em paralelo, foi realizado um diagnóstico em 25 municípios próximos ao litoral para avaliar o grau de maturidade das atividades associadas à Economia Azul. As informações estão sendo consolidadas com o apoio do Sebrae e deverão contribuir para identificar vocações, gargalos e oportunidades em diferentes regiões do estado.
Outro avanço apresentado à Emgepron foi a conclusão da minuta de regulamentação da Lei Estadual nº 11.714, conhecida como Lei do Mar. O documento deverá passar por debate público antes de sua validação, etapa necessária para transformar as diretrizes da legislação em instrumentos efetivos de incentivo ao setor.
Como atua o Cluster Tecnológico Naval do RN?
Criado em 2022 por iniciativa do Sistema FIERN e da Emgepron, o Cluster Tecnológico Naval do RN reúne empresas públicas e privadas, instituições acadêmicas, entidades representativas e órgãos governamentais. O grupo atua em segmentos como pesca e aquicultura, indústria naval, logística portuária, produção de sal, turismo costeiro e energias renováveis offshore.
Com 410 quilômetros de litoral e localização próxima a importantes rotas marítimas, o Rio Grande do Norte reúne condições favoráveis para ampliar sua participação na Economia do Mar. O desafio do planejamento será transformar o levantamento de potencialidades em uma agenda com prioridades, responsáveis, fontes de financiamento e prazos definidos, evitando que a diversidade de oportunidades resulte em ações dispersas e de alcance limitado.

Jornalista com mais de 15 anos de experiência nas áreas de economia e desenvolvimento sustentável. É editor do site Revista Economia do Mar.






