O Porto de Santos ampliou sua estrutura de segurança eletrônica com a instalação de câmeras térmicas e equipamentos desenvolvidos para áreas portuárias sujeitas a condições operacionais específicas. Os contratos relacionados ao projeto somam R$ 9,27 milhões.
A nova infraestrutura alcança o canal de navegação e o cais da Alemoa, na margem direita do complexo. A região concentra operações com combustíveis e granéis líquidos, o que exige sistemas compatíveis com ambientes onde há presença de materiais inflamáveis.
A Autoridade Portuária de Santos (APS) contratou a empresa Avantia Tecnologia e Segurança para executar dois dos quatro lotes que integraram o processo de licitação.
Câmeras reforçam vigilância do canal
Uma das frentes do projeto tem como objetivo aumentar a capacidade de identificar pequenas embarcações que entrem irregularmente no perímetro portuário.
As câmeras térmicas de longo alcance possibilitam o acompanhamento durante a noite e em condições de baixa visibilidade. Em vez de depender exclusivamente da iluminação, os equipamentos detectam diferenças de temperatura para formar as imagens.
Essa capacidade pode auxiliar na identificação de embarcações de pequeno porte, pessoas e movimentações consideradas incompatíveis com as regras de segurança do complexo.
O monitoramento do canal é relevante tanto para a proteção patrimonial quanto para a segurança da navegação. O Porto de Santos recebe navios de grande porte e mantém uma circulação intensa de rebocadores, embarcações de apoio e outras unidades menores.
A presença de uma embarcação não autorizada em áreas de manobra pode criar riscos para a operação e exigir uma resposta rápida das equipes responsáveis.
Cais da Alemoa exige equipamentos especiais
Outra etapa contemplou a modernização dos sistemas instalados no cais da Alemoa. Como o local movimenta produtos inflamáveis, equipamentos elétricos e eletrônicos precisam atender a requisitos destinados a reduzir o risco de ignição.
Além das especificações para áreas classificadas, os materiais foram escolhidos para suportar a corrosão causada pela maresia e a exposição contínua às condições do ambiente portuário.
A implantação apresentou desafios relacionados à realização de serviços em altura, escavações e interferências com a circulação de veículos e embarcações. Os horários de trabalho também precisaram ser conciliados com a rotina operacional do cais.
Segundo a empresa responsável, a instalação dos equipamentos já foi concluída.
Tecnologia ganha espaço na segurança portuária
A adoção de câmeras térmicas acompanha um movimento de modernização dos sistemas de vigilância nos portos. Sensores, radares, câmeras de alta resolução e ferramentas de análise de imagens ajudam a acompanhar extensas áreas terrestres e aquaviárias.
No maior porto brasileiro, a complexidade é ampliada pela proximidade com áreas urbanas, pela diversidade das cargas e pelo volume de embarcações. O sistema precisa monitorar terminais, cais, acessos, armazéns e diferentes trechos do canal.
A tecnologia, entretanto, funciona como parte de uma estrutura mais ampla. Sua efetividade depende da integração com equipes de segurança, protocolos de resposta e sistemas de comunicação.
O investimento busca aumentar a capacidade da APS de acompanhar as áreas sob sua responsabilidade e identificar ocorrências em menor tempo. No cais da Alemoa, a atualização também reforça a prevenção em uma região estratégica para o abastecimento e para a movimentação de derivados de petróleo.






