A Guarda Costeira dos Estados Unidos acompanha a atividade de navios de pesquisa chineses nas águas próximas ao Alasca.
Segundo o contra-almirante Bob Little, comandante do distrito ártico da instituição, quatro embarcações chinesas realizaram trabalhos na região até setembro de 2026.
Em todo o ano de 2025, foram cinco. Os navios permaneceram em águas internacionais, de acordo com o relato feito à agência de notícias Reuters.
Minerais e dados
A atenção norte-americana se deve ao local e ao possível uso das informações coletadas. Little mencionou preocupações com pesquisas sobre minerais do fundo do mar e com dados que poderiam ter aplicação militar.
Essas são preocupações declaradas por uma autoridade dos Estados Unidos; a presença dos navios, por si só, não comprova nenhuma dessas finalidades.
O Ártico reúne interesses científicos, econômicos e estratégicos. Pesquisas oceânicas ajudam a compreender uma região de condições difíceis, mas também produzem conhecimento sobre rotas, recursos e características do fundo marinho.
Por isso, a atividade de embarcações de pesquisa pode despertar disputas sobre transparência e segurança, mesmo quando ocorre em águas internacionais.
Little afirmou que os navios não haviam comunicado previamente sua presença aos Estados Unidos por canais diplomáticos, prática que, segundo ele, seria usual.
Para a navegação e a pesquisa no Ártico, a questão passa a ser como os países vão lidar com essa presença crescente sem tratar toda missão científica como uma ameaça comprovada.






