Pesquisadores concluíram recentemente os testes com um veículo submarino autônomo equipado com novos sensores na costa de Plymouth, no Reino Unido.
O trabalho busca ampliar o conhecimento sobre as interações entre parques eólicos flutuantes e o ambiente marinho.
Durante duas semanas, a equipe utilizou o ALR1500, do National Oceanography Centre, conhecido como Boaty McBoatface. A iniciativa reuniu universidades, instituições científicas e empresas.
Ecossonda
O equipamento recebeu uma ecossonda para observar peixes e zooplâncton, um hidrofone para registrar sons submarinos e um sensor de imagens holográficas de plâncton.
Esses instrumentos complementaram medições de temperatura, salinidade, oxigênio, correntes e turbulência. A combinação permite relacionar a presença dos organismos às características da água.
Observações por satélite ajudaram a identificar fronteiras entre massas de água e a orientar as missões. Os pesquisadores também puderam acompanhar dados e ajustar atividades durante os testes.
O experimento integra o Frontline, consórcio de pesquisa de 3,5 milhões de libras financiado pelo Natural Environment Research Council e pelo The Crown Estate.
A experiência deverá apoiar levantamentos mais extensos no Mar Céltico em 2027. O objetivo é desenvolver métodos de observação capazes de acompanhar ambientes onde estão previstos empreendimentos de energia eólica flutuante.






