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Porto Seguro (BA) passa a contar com Observatório de Baleias

O observatório será instalado no Centro Histórico de Porto Seguro

Porto Seguro terá, pela primeira vez, um Observatório de Baleias. A estrutura começará a funcionar nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Centro Histórico da cidade, com atividades de observação, pesquisa e educação ambiental.

A iniciativa será conduzida em caráter experimental pelo Projeto Baleia Jubarte, em parceria com a Secretaria de Turismo de Porto Seguro. O observatório ocupará o mirante situado atrás da Capela de São Benedito, escolhido por oferecer ampla visão para o mar.

O espaço contará com uma reprodução em tamanho real da cauda de uma baleia-jubarte, painéis informativos e equipamentos para a observação dos animais no ambiente natural.

Biólogos e agentes de educação ambiental estarão no local para orientar os visitantes e apresentar informações sobre o comportamento, a reprodução e a conservação da espécie.

A proposta aproxima moradores e turistas do trabalho científico realizado durante a temporada das jubartes, período em que milhares de animais chegam à costa brasileira para reprodução.

Como o observatório será instalado em uma área protegida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o local receberá guarda-corpos. A medida busca garantir a segurança do público e preservar as ruínas tombadas da antiga Capela de São Benedito.

População brasileira supera 30 mil animais

A criação do observatório acompanha a recuperação da população de baleias-jubarte no Brasil. Em 1986, a estimativa variava entre 500 e 800 animais. Atualmente, mais de 30 mil jubartes passam pela costa brasileira durante o período reprodutivo.

A presença das baleias também tem sido registrada com maior frequência em áreas próximas ao litoral, inclusive na Bahia, no Espírito Santo, no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Além de apoiar a conservação, iniciativas como o observatório fortalecem o turismo de natureza. A observação responsável das jubartes pode movimentar serviços turísticos, ampliar a educação ambiental e gerar renda associada à preservação da biodiversidade marinha.

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